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No treino e na ciência desportiva, existem diversas escolas que definem de formas diferentes o que é ELASTICIDADE e FLEXIBILIDADE.
Uma escola menos recente defende que quando falamos de ELASTICIDADE, referimo-nos a esticar ou alongar os músculos, tendões e ligamentos tornando-os mais elásticos e quando se fala de FLEXIBILIDADE estamos a falar da capacidade de flectir as articulações.
Ou seja, o treino de ELASTICIDADE, segundo a teoria mais considerada, até finais dos anos 90 do século XX, pretende desenvolver a capacidade dos músculos, tendões e ligamentos esticarem mais e retonarem a sua forma anterior sem rotura. Na mesma teoria, o treino de FLEXIBILIDADE tenciona aumentar a capacidade de fletir as articulações.
Hoje em dia já não se considera que assim seja. A escola contemporânea baseia-se mais no conceito de ELASTICIDADE E FLEXIBILIDADE da Ciência Física, onde ELASTICIDADE tem a ver com a capacidade da matéria e dos corpos preservarem a sua forma original e FLEXIBILIDADE tem a ver com a capacidade que os materiais têm para se de formarem, ou melhor dizendo, tem a ver com a plasticidade dos materiais. Ora, há um limite no qual os materias deixam de recuperar a sua forma habitual e se deformam permanentemente. É nesse limite que reside a diferença no conceito atual de ELASTICIDADE e FLEXIBILIDADE na atividade física.
Resumindo poderá dizer-se que:
  • Se estamos a manter a forma do músculo levando-o ao limite em que ele, depois de esticado, recupera a mesma forma anterior, então falamos de desenvolver a capacidade elástica - ELASTICIDADE.
  • Se por outro lado, estamos a ir além do limite do alongamento em que o músculo preserva a forma anterior, ou seja, se estamos a transformar o músculo, treinando as suas fibras para se alongarem mais e permanecerem nesse novo estado, então falamos de FLEXIBILIDADE.
A forma de medir essa transformação é normalmente traduzida pela dor que se sente ao alongar. Se estamos a alongar no ponto em que começa a sentir-se desconforto, estamos a treinar ELASTICIDADE. A partir do momento em que o desconforto começa a transformar-se em dor e até ao limite suportável dessa dor, estamos a aumentar o nosso limite de alongamento deformando a estrutura muscular, logo, estamos a treinar FLEXIBILIDADE.
Dizendo ainda de outra forma ainda, na ELASTICIDADE trabalhamos com a capacidade dos nossos musculos alongarem e recolherem à sua forma normal sem alterar a sua estrutura fisica, ao passo que na FLEXIBILIDADE estamos a aumentar o limite de alongamento, estamos a transformar a estrutura física dos músculos.
Finalmente existe um outro fator que determina as capacidades de ELASTICIDADE E FLEXIBILIDADE dos nossos tecidos musculares. O TEMPO.
O tempo é fundamental para estas duas carateristicas, na medida em que tem uma correspondência direta nos resultados que se obtêm no treino da ELASTICIDADE E FLEXIBILIDADE.

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publicado às 19:06



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